Notícias SE MEU CARRO FALASSE 28/11/2016

O merecido título de Nico Rosberg

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O merecido título de Nico Rosberg

No último domingo Nico Rosberg alcançou o maior feito que qualquer piloto sonha em realizar, sagrou-se finalmente campeão mundial de Formula 1, com todos os méritos possíveis e imagináveis. Mas isso não impediu que mesmo após conquistar o título, Nico ainda fosse questionado e várias pessoas considerarem Hamilton como "campeão moral de 2016".

Bom, contra fatos não há argumentos e  nesse final de semana ficou claro para todos os que estão envolvidos com a F1 que Hamilton é um dos maiores pilotos de todos os tempos, mas o campeão da temporada foi Nico Rosberg e isso porque o alemão foi simplesmente perfeito.

Há aqui uma grande diferença de conceitos. O fato de Nico Rosberg ser perfeito ao longo do ano não o torna melhor que Hamilton, nem mesmo a sua sorte deve ser descartada, afinal sorte pode ser considerada nesse contexto das corridas como uma oportunidade rara aproveitada por alguém capaz de enxerga-la e foi exatamente isso o que Nico fez. Ele foi implacável com Hamilton, com exceção dos GP's de Mônaco e da Aústria, o alemão foi sempre perfeito dentro das suas condições, isso inclui por vezes chegar em segundo e não correr tantos riscos, sabendo que dificilmente seria mais rápido que o companheiro. 

Apesar de todos se lembrarem do GP da Malásia como ponto de virada no campeonato, a etapa que melhor retratou o mundial talvez tenha sido a de Baku. Hamilton era mais rápido ao longo de todo o final de semana com larga vantagem sobre o resto, não haveria muito o que Rosberg fazer a não ser garantir a segunda colocação no pódio. Porém durante a classificação o inglês cometeu um erro no Q3, acertou uma barreira de proteção e foi obrigado a largar do décimo posto. Durante a corrida o mínimo que se esperava era uma recuperação extraordinária de Lewis, porém um problema no mapeamento do motor o fez perder um tempo precioso e ele terminou a prova apenas na quinta colocação. Rosberg enfrentou os mesmos problemas de mapeamento do inglês, porém foi capaz de resolvê-lo em um tempo muito menor, isso porque sabia como mexer nos sistemas do carro, algo que Hamilton ignorou por um tempo.

A complexidade e o entendimento por parte dos pilotos sobre como dominar o carro e seus sistemas foi, aliás, um ponto chave na conquista do título. Nico sabia da pouca dedicação de Hamilton na hora de ler os manuais e de ficar na fábrica com os simuladores. Assim o alemão se antecipou e fez o que todo nerd faz, comeu os livros. essa dedicação aos estudos foi premiada em situações como na prova de Baku ou ainda no fato de Nico ter tido apenas duas largadas ruins ao longo do ano, contra quatro péssimas do inglês. 

Após o GP do Japão, no qual Lewis vinha do desastre da Malásia, havia feito a pole e novamente largado mal, ele passou a se dedicar, talvez até mais que Rosberg nos simuladores e estudos do carro. Mas aí já era tarde, ele não precisaria contar apenas com seu talento e velocidade, mas também com o azar de alguém que teve um ano perfeito. Rosberg estava tão bem na temporada, que mesmo quando foi atingido por Vettel na Malásia, ele inexplicavelmente não sofreu nenhum dano sério no carro como viu o motor do companheiro estourar.

A partir de Austin Hamilton foi perfeito, guiou como poucas pessoas conseguiram na F1, seu domínio foi tamanho que sequer era notado em algumas provas como por exemplo o GP do Brasil. Apesar do show de Verstappen, o inglês estava intocável aquele dia, nem mesmo o próprio holandês conseguiria detê-lo. Mas aí ja era tarde, Rosberg já havia construído sua vantagem e mesmo com performances de outro mundo ele não seria campeão. Essa honra coube, merecidamente, à Nico Rosberg.
Divisória Simples
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